001-2015 Punição / jogo Final: Manguaça x Esquadrilha

Navegue pelas opções do Menu abaixo e tenha acesso aos mais variados relatórios da competição.

Menu


PUNIÇÕES, FINAL DA COPA CDM CONGONHAS MANGUAÇA X ESQUADRILHA  (AGOSTO/2015)

 

DA ATITUDE DO TORCEDOR DO MANGUAÇA

 

Próximo ao início da partida, um torcedor do MANGUAÇA, estourou uma bomba popularmente conhecida como (TREME TERRA) na parte externa do Ginásio, próximo a lanchonete, apesar de atirar na parte externa, como trata-se de uma final e um jogo esperado, estava praticamente cheio de pessoas em sua maioria mulheres (torcedoras do Manguaça e algumas atletas que jogariam a final em seguida, além de crianças de colo, o rapaz foi advertido por alguns diretores do MANGUAÇA e por alguns frequentadores assíduos do evento que moram na região, além de um rapaz chamado JOSIMAR que apesar de não ser da organização, procurou zelar pela segurança de todos que ali estavam, foi quando com muita estranheza ao invés das atenções se voltarem para o torcedor que atirou a bomba, voltaram-se para o rapaz que o advertiu, como se repreender o ato fosse algo de certa forma errado, foi quando prontamente o BOLOTA responsável pela lanchonete intercedeu e de certa forma sentiu-se hostilizado por um dos torcedores da equipe aonde gerou um princípio de tumulto com algumas ameaças e empurrões para cima do BOLOTA e JOSIMAR, ambos que estavam cumprindo sua cidadania que era zelar pela seguranças dos amantes do esportes que estavam presentes naquele espaço inclusive formado por várias mulheres e crianças, não só da equipe adversária, mas também do próprio MANGUAÇA, ao nossos entender um  cidadão que vai para uma praça de esportes aonde temos mulheres, crianças e demais pessoas, portanto um artefato explosivo e solta próximo a pessoas que totalmente distraídas e focadas na partida, é no mínimo inconsequente, na nossa opinião, deveria estar no mínimo a 100 metros de distância de qualquer evento esportivo, um cidadão que deve ser banido do esporte, tendo em vista que os fatos apresentados fogem à finalidade do esporte e ferem o Regulamento Geral de Competições, e entendendo que a finalidade de torcida foi totalmente desconsiderada.

 

Diante dos fatos, convocamos uma reunião com os diretores do MANGUAÇA para expormos a nossa insatisfação e demonstrarmos a punição a ser cumprida e foi quando de maneira adequada, os diretores FERNANDO e MARCO NEVES apresentaram-se não só no intuito de reconhecer o erro, mas sim desculpar-se por conta do ocorrido uma vez que a torcida é o sexto jogador, porém de responsabilidade dos diretores sobre os atos, mas como em nenhum momento demonstraram-se alheios aos fatos, muito pelo contrário, muito interessados em não ter a imagem da equipe e diretoria manchada, foi montada uma mesa com as presenças de:

 

  • FABIANO E EDUARDO (ORGANIZAÇÃO)
  • BOLOTA, MESSIAS E JOSIMAR (TESTEMUNHAS OCULARES E PARTICIPANTES DO FATO)
  • FERNANDO NEVES E MARCO NEVES (DIRETORES DO MANGUAÇA)

 

Tomamos as seguintes medidas:

 

– Reverter a premiação e dinheiro no valor de R$ 1.000,00 para a compra de materiais esportivos, fardamentos, bolas, equipamentos em favor do projeto social mantido no CDM CONGONHAS RIVER PLATE – FÉ NO FUTURO

– Proibir a presença de torcida da equipe MANGUAÇA, sendo autorizado somente a quantidade de (08) diretores todos devidamente cadastrados com dados pessoais assumindo toda e qualquer responsabilidade por algum torcedor ou representante do MANGUAÇA que não acatar as normas

Como isso será feito?

Só poderão estar presentes no ginásio e com camisa do MANGUAÇA, o treinador, atletas e (08) diretores devidamente autorizados e inscritos no código disciplinar do CDM CONGONHAS.

Os diretores, mesmo que autorizados a utilizar a camisa do MANGUAÇA não poderão estar no arquibancada, ou seja, para os liberados poderão assistir aos jogos no setor de frente ao bar, lembrando que torcedores não autorizados não poderão nos dias de jogos do MANGUAÇA frequentar nenhuma das dependência do CDM CONGONHAS

Essa punição será aplicada até o 1º jogo da segunda fase, caso a equipe do MANGUAÇA avance na competição.

 

Confessamos que ficamos entristecidos em termos que tomar tal decisão, até porque desde 2014, tínhamos a torcida e equipe do MANGUAÇA como um exemplo de comunidade e respeito,  principalmente no quesito torcida nas dependências do CDM CONGONHAS, sabemos do sacrifício de todos, principalmente dos seus diretores que se esforçam ao máximo para manter a equipe, e expuseram o total interesse em que a equipe não fosse penalizada ou somente advertida,  mas não podemos fechar os olhos aos fatos, pois nosso pensamento foi unânime, se fossemos fechar os olhos e não tomar nenhuma atitude aos fatos ocorridos, estaríamos contrariando totalmente o que preceituamos e seria melhor pararmos de organizar competições, o que não seria justo com nossos fiéis parceiros de outras equipes que sempre participam de nossos eventos.

 

DICA: Esse tipo de acontecimento, servirá para que todos nós possamos entender que COMISSÃO TÉCNICA não deve existir somente na quadra, mas também na TORCIDA, ou seja, toda torcida deve ter também seu líder para que atinja a finalidade que é o apoio a equipe e não prejudicar um trabalho com muito esforço e sacrifício.

 

DO JOGO, E DA FESTA:

Não há o que falar, realmente um espetáculo de futsal, digno de cobrar ingresso, parabéns MANGUAÇA X ESQUADRILHA pela final dentro de quadra e em boa parte fora dela.

 

 

REGULAMENTO DA COMPETIÇÃO (Artigo balizador da aplicação de punição):

Art. 24º

Parágrafo único: Além de ser proibido, é repudiado o uso de fogos de artifício nas dependências do ginásio ou em seus arredores, ou seja, atirar bombas não são permitidos, caso tenham interesse em fazer barulho, fiquem a vontade de estourar rojões para o alto com no mínimo 20 metros de distância do ginásio, pois qualquer ato de estouro de bomba dentro do ginásio, será severamente punido.

 

FATO RELEVANTE E RECOMENDAÇÃO:

Assim como tudo que fazemos na vida, o ser humano tende a evoluir constantemente, por isso que a medida que o tempo passa, as punições relacionadas a qualquer ato, seja no âmbito legal ou de convivência sócio familiar tendem a terem modificações, portanto assim como acontece conosco, que  por conta de estarmos em uma sociedade formada por jovens que se julgam politizados, as maneiras de educação diferem as que eram aplicadas pelos nossos avós ou pais, portanto optamos por uma punição diferenciada aos preceitos aplicados anteriormente, ou seja, buscamos, atingir um índice correto de disciplina e ética, em resumo, ter autoridade, sem ser autoritário, justamente para que a autoridade torne-se uma manifestação exercida com equilíbrio. De maneira que de uma situação atípica, possamos também não simplesmente punir, mas tentar melhorar nosso ambiente de convivência de maneira que seja comprovado aos que foram liberados que o evento dessa magnitude é para ser apreciado e serve para a interação com as demais pessoas estabelecendo provas de bons costumes e convivência, além é claro de poder conseguir apoio a quem realmente precisa que são as crianças carentes de um projeto social que inclusive estavam em sua maioria presentes por serem da região.

Aprendemos ao longo dessa caminhada que se só castigo resolvesse todos os filhos seriam maravilhosos. O que educa é corrigir o erro na base da consequência. Se não aprender, tem que aplicar consequências. Mostrar o que ele provocou por ter feito algo. Então vai corrigir pra não fazer outra vez.

Definitivamente aplicar punições ou buscar um denominador comum para os preceitos éticos do esporte não é uma tarefa fácil, tampouco vem em forma de receita de bolo ou bula de remédio. Ninguém descobriu essa fórmula secreta. No entanto, como não sabemos, temos a obrigação de partir para aprender sempre.

O princípio de tudo é que direitos vêm acompanhados de deveres e para ser respeitado, deve-se também respeitar. Estas sim, são regras universais insubstituíveis as quais irão garantir uma plena sensação de missão cumprida, com sucesso, no futuro.

Diante disso entendemos que não só corrigimos o foco do problema como também mantemos o brilho da competição e ainda sim ajudamos ao próximo uma vez que apesar de sabermos que MANGUAÇA e CDM não são dependentes um do outro, ou seja, possuem seu brilho individual, podem de maneira consensual, demonstrar exemplo de cidadania além de buscar uma convivência amistosa no esporte de maneira que todos que estejam presentes sintam-se a vontade para ver o espetáculo e não apreensivos com o que pode ocorrer.